Janot pede urgência para Lava Jato e Cármen Lúcia, do STF, delibera sobre delação
Com indefinição sobre operação, Planalto ganha espaço para lidar com crise na segurança e Câmara
Temer ao lado do caixão com o corpo de Zavascki.JEFFERSON BERNARDESAFP
Brasília 24 ENE 2017 - 17:30 BRST
O recesso do Judiciário ainda não acabou, mas ao menos em um gabinete do Supremo Tribunal Federal, o da presidenta da corte, Cármen Lúcia, a segunda-feira parecia ser mais dia um qualquer de trabalho. Com a estratégica missão de definir o novo relator da Operação Lava Jato em substituição a Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no último dia 19, a presidenta do STF esteve quase todo o expediente conversando com seus colegas de tribunal. Falou também com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que, soube-se depois, provocou formalmente a corte a respeito da Lava Jato, considerando o caso uma "emergência" e instando Cármen Lúcia, plantonista da corte para urgências, a se manifestar. A presidenta do tribunal consultou o juiz que faz parte da espécie de força-tarefa montada por Teori Zavascki para se debruçar sobre as 77 delações, ainda não homologadas, dos executivos e funcionários da empreiteira Odebrecht. Depois, a magistrada decidiu autorizar que os três juízes que trabalhavam com Teori continuassem o trabalho na operação até que um novo relator fosse indicado. Cármen deu andamento, portanto, ao processo, mas toda sua movimentação indica que ela queria ouvir muitas vozes antes de anunciar a tão ansiada decisão final sobre a relatoria.
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